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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cuidado com games em 3D na infância


Visão de criança não é brincadeira. Mais uma prova disso foi dada pela gigante dos videogames Nintendo. Para o lançamento dos próximos consoles portáteis, a partir de março (nos Estados Unidos), a empresa japonesa publicou no site oficial uma advertência para os pais.

Tudo porque os novos equipamentos permitirão jogar em 3D, e a exposição excessiva à esse tipo de imagem pode prejudicar a visão de quem tem menos de seis anos - justo quando essa função do organismo está nos estágios iniciais de desenvolvimento (veja o anúncio - em japonês).

A Nintendo atende a uma orientação da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que já em agosto alertava para a relação entre problemas de visão nos adultos e a grande exposição de imagens em 3D na infância. Sony e Toshiba já haviam tomado a precaução de alertar os consumidores.

As informações são do site Video Game Writers (em inglês).

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

CONCURSO CULTURAL - Concorra ao novo livro de Oliver Sacks, "O Olhar da Mente"



ATUALIZAÇÃO: o resultado do concurso foi prorrogado para 20 DE DEZEMBRO! É mais tempo para você participar!


Acaba de ser lançado no Brasil o novo livro do conceituado neurologista inglês Oliver Sacks, chamado O Olhar da Mente (editora Companhia das Letras, R$ 44).

Conheça mais sobre Sacks na Wikipedia, em português, ou em seu site oficial (em inglês). Outras informações sobre o livro você tambem pode obter no site da editora.

Quem acompanha o TWITTER DO OFTAM já sabe do que a obra trata: a relação entre os mais diversos problemas de visão e o poder da mente e do cérebro (não quer perder as últimas notícias sobre estrabismo e saúde dos olhos?? Siga você também o TWITTER DO OFTAM!).

CONCURSO CULTURAL - O BLOG DO OFTAM vai presentear com um exemplar do livro o autor da frase mais criativa que trouxer as palavras OLHAR e MENTE, escolhida pela equipe do blog.

É só postar a sua frase nos comentários abaixo. NÃO ESQUEÇA de informar seu e-mail para que, em caso de ser o vencedor, possamos entrar em contato, ok??

(Uma dica pra facilitar a participação, é a de escolher a opção ANÔNIMO em COMENTAR COMO, e além da frase, postar o seu nome e e-mail para contato)

O resultado sai em 20 de dezembro (mas que belo presente de Natal antecipado, hein??).

Então agora chegou a hora de tentar a sorte, botar a criatividade à prova e concorrer a esse super livro!

*

Só pra dar um gostinho, segue um trecho da obra que o jornal Folha de S. Paulo publicou na crítica sobre o livro, no dia 24 de novembro - que trata de estrabismo!:

"(...) uma das histórias mais emblemáticas é a de Sue Barry, neurobióloga que nasceu com estrabismo grave e foi submetida a cirurgias para corrigir os músculos dos olhos dos dois aos sete anos de idade.

Apesar disso, nunca desenvolveu visão binocular normal, a única que permite uma visão 3D "natural". Já na meia-idade, novas lentes para os óculos e cansativos exercícios fizeram com que ela finalmente aprendesse a ver o mundo em 3D.

O resultado só pode ser descrito como uma epifania: o volante do carro parece "pular" na direção dela; de repente, ela percebe o espaço entre o garfo e o prato. "Gostaria de tirar um dia para andar por aí e OLHAR", escreve."


ATUALIZAÇÃO: Texto que o Guia da Folha mensal, de livros, discos e filmes, publicou sobre o livro em 17/12:

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Especial Bullying – Jogando limpo com a criança que tem estrabismo

Sinceridade. Pode até doer no coração dos pais, mas esta é a palavra de ordem para lidar com o estrabismo, tenha a criança que nasceu com essa característica atingido idade suficiente para entender o caso, ou quando o problema aparece com ela já “grandinha”.

Se o tratamento por um lado pode ser demorado – sofrido, muitas vezes (e essa informação não deve ser negada à criança), tampouco pode ser escondido que será passageiro e que há solução e benefícios.

Mas não adianta só ficar no discurso: buscar por diagnóstico e tratamento o quanto antes é obrigação primordial dos pais.

Quem defende a abordagem é Andrea Pulchinelli Ferrari, ortoptista, tecnóloga oftálmica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente do Conselho Brasileiro de Ortóptica (CBOrt – especialidade essa que atua em conjunto com o o médico oftalmologista).

A pessoa com estrabismo evita o contato social por meio dos olhos, logo o principal órgão de relacionamento com o mundo”, explica Andrea, que alerta também para o impacto social e psicológico tão comum aos pacientes, “desde as brincadeiras no processo de sociabilização da criança, em seus anos iniciais, até as primeiras entrevistas de trabalho”.

Diagnóstico e tratamento
A incidência para casos de estrabismo na família torna ainda mais pertinente a avaliação oftalmológica global - parte da rotina de exames realizados imediatamente após o nascimento, mas principalmente o específico para a afecção, por volta dos quatro meses de vida, segundo Andrea.

“Os cinco primeiros anos são críticos no desenvolvimento da visão, que está completa só aos nove”, diz a especialista. O diagnóstico, se positivo para estrabismo, inclui, em grande parte dos casos, adesão ao tratamento com terapia oclusiva, com o uso de “tampão”, como é popularmente conhecido, complementa a Dra. Andrea.

Aproveitar a fase dos “por quês” que vem com o crescimento da criança é a dica para explicar a razão dos óculos, do tampão, enfim, do tratamento como um todo. “Assim, constrói-se um adulto com personalidade livre, longe dos estigmas causados por essa característica”.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dia Mundial da Visão

(clique na imagem para aumentar!)


14 de outubro é o Dia Mundial da Visão. Inspirado pela data, o Blog do Oftam criou esses dois selos acima, para lembrar que o estrabismo tem cura sim - desde que tratado logo cedo.

Por isso, não espere que os sintomas apareçam, e leve seu filho ou filha para realizar os exames preventivos o quanto antes!

A qualidade de vida também passa pela saúde dos olhos! Um bom Dia da Visão para todos!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ESPECIAL BULLYING - Crianças estrábicas também são alvo fácil


O olho é o principal órgão de relacionamento humano e quando apresenta defeito físico – como é o caso do estrabismo, pode por si só gerar problemas emocionais graves ao indivíduo se não tratado corretamente. Não bastasse, a criança pode sofrer ainda com as terríveis sequelas do bullying, espécie de intimidação psicológica com registro de violência em situações extremas).

O oftalmologista Carlos Ramos de Souza Dias, professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (FCMSC-SP) explica que “a questão psico-estética, além da parte sensorial, é de fundamental importância na correção do estrabismo”. O especialista fala com a propriedade de quem já presidiu o Centro Brasileiro de Estrabismo (CBE) e entidades congêneres latino-americana e internacionais.

O assunto ganha força com o resultado de uma pesquisa recente que causou repercussão na imprensa brasileira. Realizada com 48 crianças de seis a oito anos de idade atendidas por uma clínica oftalmológica na Suíça, revelou que 18 delas não convidariam um colega estrábico para uma festa.


Diagnóstico precoce: importância

“O aparecimento do estrabismo na criança é uma situação de emergência”, alerta o Dr. Souza Dias, que recomenda início imediato do tratamento. Mesmo que nenhum problema ocular se manifeste, os pais devem levar a criança com até um ano para realizar exame estrabismológico completo, que inclui, quando necessário:

Estereoscopia
Avaliação da capacidade de perceber profundidade e distância (visão em três dimensões);

Refratometria
Medição de defeitos refrativos nos olhos (indicam o grau que deve ser usado nos óculos);

Fundoscopia
Diagnóstico interno de possível lesão na retina e que causaria baixa visão (para não confundir com a chamada ambliopia estrábica - falta de estimulo às celulas cerebrais responsáveis pelo olho comprometido);

Tonometria
Quando é medida a pressão intraocular para identificar o glaucoma;

Campimetria
Estudo das condições visuais da retina periférica, onde o glaucoma inicia a destruição do campo visual;

Acuidade visual
Capacidade de enxergar pequenos objetos.


A importância do diagnóstico precoce está na capacidade de evitar ou até mesmo curar as alterações sensoriais que, caso ignoradas, provocam desde a falta de coordenação na retina (correspondência retínica anômala) – sintoma clássico do estrabismo, até a perda da visão no olho desviado. “O estrabismo ainda pode ser a primeira evidência de um problema neurológico grave”, explica o oftalmologista.


Tratamento

Como há muitos tipos de estrabismo, a indicação terapêutica para cada um deles é diferente, desde a simples prescrição de óculos até cirurgia, passando pela oclusão do olho deficitário.

O último procedimento citado é feito com o suporte do tampão, como é mais popularmente conhecido. A AMP Soluções Terapêuticas é a empresa que fabrica o oclusor oftálmico que é líder de mercado no Brasil, o Oftam, presente em dois tamanhos (pequeno e grande) e que conta ainda com opções coloridas e estampadas para o público infantil.

“O acompanhamento dos pais às indicações médicas é fundamental para o processo do tratamento”, finaliza o Dr. Souza-Dias.


‘Sou estrábico sim, e daí?’

Se não der certo a tática de ignorar simplesmente a provocação dos “colegas” de classe, ao ser firme, evitar o choro e abatimento - o contrário do “jogo” de quem humilha por afirmação própria no grupo ao diminuir quem considera “feio” ou “diferente”, a Dra. Ângela Uchôa Branco sugere outro caminho: “Dizer, “sou estrábico sim, e daí? O problema é meu e estou tratando. Por que você não cuida do seu problema e deixa os outros em paz?”.

Professora do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (IP-UNB), Ângela diz que o problema do bullying nas escolas é amplo e envolve qualquer criança. A especialista ainda coordena linhas de pesquisa voltadas para a promoção da paz nas escolas.

Ela também destaca o papel dos pais e professores, que devem atuar de forma colaborativa na atenção à criança vítima desse assédio. “A tolerância com essas manifestações deve ser zero”, decreta a psicóloga, para quem o papel do mestre é o de treinar a paciência do aluno a ignorar provocações.

Se em sala de aula o foco é na promoção de empatia e colaboração entre os alunos, no ambiente familiar deve ser estabelecido um canal de diálogo entre pais e filhos para fortalecimento da auto-estima e de conceitos como moral e aceitação da diferença.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mais um bom exemplo da imprensa

(clique na imagem para aumentar!)

Antes que o especial sobre bullyng entre no ar, conforme prometido no post anterior, vamos aproveitar que o assunto ainda é a abordagem da imprensa sobre o estrabismo para comemorar mais um bom exemplo, dessa vez do jornal Agora, de São Paulo, provando que é possível ser "popular" sem precisar distribuir ofensas a ninguem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma ‘pisada de bola’ e um ‘golaço’ da imprensa

Um jornal popular de São Paulo perdeu a compostura quando se referiu a pessoas estrábicas como “vesgos”, “zarolhos”, “zarolhinhos” e “olhos tortos” em uma matéria que trouxe o revelador resultado de uma pesquisa com crianças atendidas por uma clínica oftalmológica na Suíça. Parte considerável delas admitiu que não convidaria um “colega” com estrabismo para a própria festa de aniversário (clique aqui e saiba mais sobre o estudo no site da Folha de S. Paulo).

A repórter do jornal citado não respondeu quando foi procurada pelo Blog do Oftam, para justificar o tom de deboche com que tratou algo tão sensível como é a intimidação contra quem sofre de estrabismo. Como foi somente um dentre os vários exemplos positivos de como a imprensa brasileira repercutiu a notícia, este deve ser tratado como caso isolado.

Bom exemplo
O jornal Correio Braziliense usou a mesma pesquisa como ponto de partida para uma reportagem sobre o estigma que atinge também os adultos que tem estrabismo decorrente de algum trauma físico, com direito a infográfico para melhor ilustrar a situação (veja!).

Esse assédio moral sofrido por quem tem estrabismo – especificamente o bullying, quando aplicado à crianças, é o assunto que o Blog do Oftam está preparando para os próximos dias, com a palavra de vários especialistas. Fique ligado!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Stress também pode ser sinal de um estrabismo 'silencioso'

Quando sintomas como ardência nos olhos, visão embaçada e dor de cabeça aparecem, são logo associados - com razão, à correria da vida moderna. Ou ainda, à presença de muitos estímulos eletroeletrônicos no ambiente.

Mas esses incômodos que surgem de esforços visuais prolongados (como a leitura ou tempo demais em frente à TV ou computador) podem ser o alerta para outra questão: o chamado estrabismo latente ou não manifesto.

Não é só quem tem dificuldade de focalizar os dois olhos sobre um objeto que pode ser diagnosticado como estrábico. Essa afecção, ainda que provoque pouca ou quase nenhuma mudança estética, merece a atenção de quem quer estar sempre em dia com a saúde.

Se você se enquadra no exemplo, procure fazer pausas se trabalhar muitas horas em frente ao computador - ou abusar do videogame a tarde inteira. Ambientes com menos iluminação são a dica para essas "escapadas" - sem culpa, seja da obrigação ou do divertimento.

Se o problema persistir, não pense duas vezes em procurar um médico. Só ele saberá dizer se um oftamologista é a melhor indicação para as suas queixas.


Yoomp