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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Abra os olhos – Bruna Vieira (e despedida!)

O mais novo perfil para o BLOG DO OFTAM é de uma jovem empreendedora da internet que, “sem querer querendo”, está surfando em uma das ondas mais lucrativas da rede (saiba qual é abaixo).

Este post também é uma despedida. O BLOG DO OFTAM suspende por tempo indeterminado suas atividades. Agradecemos a todos os envolvidos e entusiastas e esperamos voltar em outra oportunidade. Esperamos ter contribuído para uma maior conscientização sobre o estrabismo e ajudado a diminuir o estigma contra a pessoa com essa característica.

Até a próxima! Fique agora com o perfil:

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Blogueira é profissão?, pergunta a estudante de informática Bruna Correia Vieira, 16 anos, de Leopoldina (MG), com pouco mais de 50 mil habitantes, e onde ela vive com a cadelinha Zoey.

Se com menos de 18 anos o site que você criou recebe mais de 10 mil acessos únicos por dia, tem uma equipe profissional por trás, sofre o assédio de agências de publicidade e rendeu uma viagem a Paris, então sim, pode “carimbar” na carteira de trabalho – profissão: blogueira.

E pensar que o site Depois dos Quinze – no ar desde novembro do ano passado com atualizações sobre o universo feminino, surgiu como válvula de escape para uma garota introspectiva. “Eu era realmente muito tímida e sofria com os comentários dos colegas de escola”, ela justifica.

“Eu era “vesga”, sabe?”, revelou Bruna ao site de uma grande revista de informática.

Vesga não, Bruna: estrábica! O diagnóstico veio quando ela ainda era “bem novinha” e o óculos passou a ser uma companhia desde os três anos de idade. Já o chamado “tampão” (para cobrir o “olho bom” e forçar a musculatura do globo ocular com estrabismo, combatendo essa característica), fez parte da rotina dela até os 10.

“Ah, diminuiu bastante”, conta, e acrescenta: “Hoje, como uso lente de contato, meu estrabismo é quase invisível, muita gente nem repara!”.

A forma de lidar com a característica é bem diferente de alguns anos atrás. “As pessoas já tinham uma imagem de mim na minha antiga escola”, relembra. ““Bruna, aquela “vesga” estranha” – odiava esses comentários”.

O jogo virou com a mudança para uma nova escola e quando ela começou a usar as lentes. O amadurecimento e confiança chegaram junto com a criação do blog – daí sua importância, além de um mero trabalho.

Acesse e conheça o Depois dos Quinze – e confira todos os outros perfis publicados no BLOG DO OFTAM.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Especial Bullying – Jogando limpo com a criança que tem estrabismo

Sinceridade. Pode até doer no coração dos pais, mas esta é a palavra de ordem para lidar com o estrabismo, tenha a criança que nasceu com essa característica atingido idade suficiente para entender o caso, ou quando o problema aparece com ela já “grandinha”.

Se o tratamento por um lado pode ser demorado – sofrido, muitas vezes (e essa informação não deve ser negada à criança), tampouco pode ser escondido que será passageiro e que há solução e benefícios.

Mas não adianta só ficar no discurso: buscar por diagnóstico e tratamento o quanto antes é obrigação primordial dos pais.

Quem defende a abordagem é Andrea Pulchinelli Ferrari, ortoptista, tecnóloga oftálmica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente do Conselho Brasileiro de Ortóptica (CBOrt – especialidade essa que atua em conjunto com o o médico oftalmologista).

A pessoa com estrabismo evita o contato social por meio dos olhos, logo o principal órgão de relacionamento com o mundo”, explica Andrea, que alerta também para o impacto social e psicológico tão comum aos pacientes, “desde as brincadeiras no processo de sociabilização da criança, em seus anos iniciais, até as primeiras entrevistas de trabalho”.

Diagnóstico e tratamento
A incidência para casos de estrabismo na família torna ainda mais pertinente a avaliação oftalmológica global - parte da rotina de exames realizados imediatamente após o nascimento, mas principalmente o específico para a afecção, por volta dos quatro meses de vida, segundo Andrea.

“Os cinco primeiros anos são críticos no desenvolvimento da visão, que está completa só aos nove”, diz a especialista. O diagnóstico, se positivo para estrabismo, inclui, em grande parte dos casos, adesão ao tratamento com terapia oclusiva, com o uso de “tampão”, como é popularmente conhecido, complementa a Dra. Andrea.

Aproveitar a fase dos “por quês” que vem com o crescimento da criança é a dica para explicar a razão dos óculos, do tampão, enfim, do tratamento como um todo. “Assim, constrói-se um adulto com personalidade livre, longe dos estigmas causados por essa característica”.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ESPECIAL BULLYING - No Jornal da Tarde


(clique na imagem para aumentar!)


Mais um artigo publicado na imprensa sobre o tema bullying, desta vez no editorial do Jornal da Tarde, de São Paulo (SP), assinado por Anita Adas, coordenadora pedagógica da Divisão de Sistemas de Ensino da Editora Saraiva (clique na imagem para aumentar).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ESPECIAL BULLYING - Crianças estrábicas também são alvo fácil


O olho é o principal órgão de relacionamento humano e quando apresenta defeito físico – como é o caso do estrabismo, pode por si só gerar problemas emocionais graves ao indivíduo se não tratado corretamente. Não bastasse, a criança pode sofrer ainda com as terríveis sequelas do bullying, espécie de intimidação psicológica com registro de violência em situações extremas).

O oftalmologista Carlos Ramos de Souza Dias, professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (FCMSC-SP) explica que “a questão psico-estética, além da parte sensorial, é de fundamental importância na correção do estrabismo”. O especialista fala com a propriedade de quem já presidiu o Centro Brasileiro de Estrabismo (CBE) e entidades congêneres latino-americana e internacionais.

O assunto ganha força com o resultado de uma pesquisa recente que causou repercussão na imprensa brasileira. Realizada com 48 crianças de seis a oito anos de idade atendidas por uma clínica oftalmológica na Suíça, revelou que 18 delas não convidariam um colega estrábico para uma festa.


Diagnóstico precoce: importância

“O aparecimento do estrabismo na criança é uma situação de emergência”, alerta o Dr. Souza Dias, que recomenda início imediato do tratamento. Mesmo que nenhum problema ocular se manifeste, os pais devem levar a criança com até um ano para realizar exame estrabismológico completo, que inclui, quando necessário:

Estereoscopia
Avaliação da capacidade de perceber profundidade e distância (visão em três dimensões);

Refratometria
Medição de defeitos refrativos nos olhos (indicam o grau que deve ser usado nos óculos);

Fundoscopia
Diagnóstico interno de possível lesão na retina e que causaria baixa visão (para não confundir com a chamada ambliopia estrábica - falta de estimulo às celulas cerebrais responsáveis pelo olho comprometido);

Tonometria
Quando é medida a pressão intraocular para identificar o glaucoma;

Campimetria
Estudo das condições visuais da retina periférica, onde o glaucoma inicia a destruição do campo visual;

Acuidade visual
Capacidade de enxergar pequenos objetos.


A importância do diagnóstico precoce está na capacidade de evitar ou até mesmo curar as alterações sensoriais que, caso ignoradas, provocam desde a falta de coordenação na retina (correspondência retínica anômala) – sintoma clássico do estrabismo, até a perda da visão no olho desviado. “O estrabismo ainda pode ser a primeira evidência de um problema neurológico grave”, explica o oftalmologista.


Tratamento

Como há muitos tipos de estrabismo, a indicação terapêutica para cada um deles é diferente, desde a simples prescrição de óculos até cirurgia, passando pela oclusão do olho deficitário.

O último procedimento citado é feito com o suporte do tampão, como é mais popularmente conhecido. A AMP Soluções Terapêuticas é a empresa que fabrica o oclusor oftálmico que é líder de mercado no Brasil, o Oftam, presente em dois tamanhos (pequeno e grande) e que conta ainda com opções coloridas e estampadas para o público infantil.

“O acompanhamento dos pais às indicações médicas é fundamental para o processo do tratamento”, finaliza o Dr. Souza-Dias.


‘Sou estrábico sim, e daí?’

Se não der certo a tática de ignorar simplesmente a provocação dos “colegas” de classe, ao ser firme, evitar o choro e abatimento - o contrário do “jogo” de quem humilha por afirmação própria no grupo ao diminuir quem considera “feio” ou “diferente”, a Dra. Ângela Uchôa Branco sugere outro caminho: “Dizer, “sou estrábico sim, e daí? O problema é meu e estou tratando. Por que você não cuida do seu problema e deixa os outros em paz?”.

Professora do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (IP-UNB), Ângela diz que o problema do bullying nas escolas é amplo e envolve qualquer criança. A especialista ainda coordena linhas de pesquisa voltadas para a promoção da paz nas escolas.

Ela também destaca o papel dos pais e professores, que devem atuar de forma colaborativa na atenção à criança vítima desse assédio. “A tolerância com essas manifestações deve ser zero”, decreta a psicóloga, para quem o papel do mestre é o de treinar a paciência do aluno a ignorar provocações.

Se em sala de aula o foco é na promoção de empatia e colaboração entre os alunos, no ambiente familiar deve ser estabelecido um canal de diálogo entre pais e filhos para fortalecimento da auto-estima e de conceitos como moral e aceitação da diferença.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma ‘pisada de bola’ e um ‘golaço’ da imprensa

Um jornal popular de São Paulo perdeu a compostura quando se referiu a pessoas estrábicas como “vesgos”, “zarolhos”, “zarolhinhos” e “olhos tortos” em uma matéria que trouxe o revelador resultado de uma pesquisa com crianças atendidas por uma clínica oftalmológica na Suíça. Parte considerável delas admitiu que não convidaria um “colega” com estrabismo para a própria festa de aniversário (clique aqui e saiba mais sobre o estudo no site da Folha de S. Paulo).

A repórter do jornal citado não respondeu quando foi procurada pelo Blog do Oftam, para justificar o tom de deboche com que tratou algo tão sensível como é a intimidação contra quem sofre de estrabismo. Como foi somente um dentre os vários exemplos positivos de como a imprensa brasileira repercutiu a notícia, este deve ser tratado como caso isolado.

Bom exemplo
O jornal Correio Braziliense usou a mesma pesquisa como ponto de partida para uma reportagem sobre o estigma que atinge também os adultos que tem estrabismo decorrente de algum trauma físico, com direito a infográfico para melhor ilustrar a situação (veja!).

Esse assédio moral sofrido por quem tem estrabismo – especificamente o bullying, quando aplicado à crianças, é o assunto que o Blog do Oftam está preparando para os próximos dias, com a palavra de vários especialistas. Fique ligado!
Yoomp